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Dr Luis Eduardo Petlik



Como detectar a esquizofrenia em crianças. A esquizofrenia é uma enfermidade médica que causa pensamentos e sentimentos estranhos e um comportamento pouco usual. É uma enfermidade psiquiátrica pouco comum em crianças, e é muito difícil ser reconhecida em suas primeiras etapas. O comportamento de crianças e adolescentes com esquizofrenia pode diferir dos adultos com a mesma enfermidade.
É uma desordem cerebral que deteriora a capacidade das pessoas para pensar, dominar suas emoções, tomar decisões e relacionar-se com os demais. É uma enfermidade crônica e complexa que não afeta por igual a quem sofre dela.

Estimativas da esquizofrenia

A esquizofrenia é uma enfermidade mental que afeta menos de 1% da população mundial, com independência de raças, civilizações e culturas. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta uns 52 milhões de pessoas em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que 1,8 milhão de pessoas são afetadas por esta doença.

Como detectar a esquizofrenia nas crianças?

As esquizofrenias que aparecem antes dos 5 anos, têm traços extremamente comuns ao autismo, e somente com uma evolução posterior, com o aparecimento de sintomas psicóticos, propriamente ditos, permitirá um diagnóstico certo. Antes dos 3 anos, o diagnóstico diferencial é muito improvável.
É praticamente impossível distinguir uma esquizofrenia de um autismo. Somente ficará esclarecido com o passar do tempo. A partir dos 5 anos o diagnóstico diferencial vai-se esclarecendo com a presença de sintomas psicóticos (alucinações, delírios) na esquizofrenia.
Mas pode-se notar alguns sinais de alerta nas crianças com esquizofrenia. O comportamento de uma criança pode mudar lentamente com o passar do tempo. Por exemplo, as crianças que desfrutavam, relacionando-se com outros, podem começar a ficar tímidas e retraídas, com se vivessem em seu próprio mundo. Às vezes começam a falar de medos e idéias estranhas. Podem começar a ficar obstinados pelos pais e a dizer coisas que não fazem muito sentido. Os professores podem ser os primeiros a perceberem esses problemas.

A esquizofrenia é hereditária?

Se na família houve outros antecedentes familiares de esquizofrenia, pode ser hereditária, mas numa porcentagem relativamente baixa (não supera os 25% de possibilidades), mas se a esquizofrenia desencadeou por fatores de estresse ambiental, ou por outras causas que não são genéticas, não há razão para herdá-la..

O que se deve fazer?

As crianças com esses problemas e sintomas devem passar por uma avaliação integral. Geralmente, essas crianças necessitam de um plano de tratamento que envolva outros profissionais. Uma combinação de medicamentos e terapia individual, terapia familiar e programas especializados (escolas, atividades, etc.) são frequentemente necessários. Os medicamentos psiquiátricos podem ser úteis para tratar de muitos dos sintomas e problemas identificados. Estes medicamentos requerem a supervisão cuidadosa de um psiquiatra de crianças e adolescentes.

Formas de esquizofrenia

Nem todas as esquizofrenias são iguais, nem evoluem da mesma maneira. Uma vez realizado o diagnóstico, os profissionais as dividem em quatro:
- PARANÓIDE: É a mais frequente. Caracteriza-se por um predomínio dos delírios sobre o resto dos sintomas, em particular, delírios relativos a perseguição ou suposto dano de outras pessoas ou instituições para o paciente. O doente está desconfiado, inclusive irritado, evita a companhia, olha de relance e com frequência não come. Quando é questionado, dá respostas evasivas. Podem acontecer alucinações, o que gera muita angústia e temor.
- CATATÔNICA: É muito mais rara que a forma anterior, e se caracteriza por alterações motoras, seja por uma imobilidade persistente e sem motivo aparente ou agitação. Um sintoma tipico é a chamada obediência automática, segundo a qual o paciente obedece cegamente todas as ordens simples que recebe.
- HEBEFRÊNICA: É menos frequente, e ainda que também podem dar-se a idéias falsas ou delirantes, o fundamental pode aparecer ants que a paranóide e é muito mais grave, com pior resposta à medicação e evolução mais lenta e negativa.
- INDIFERENCIADA: Este diagnóstico se aplica àqueles casos que sendo verdadeiras esquizofrenias não reúnem as condições de nenhuma das formas anteriores. Pode-se utilizar como uma “gaveta de alfaiate” em que se inclui aqueles pacientes impossíveis de serem definidos.

Tratamento da esquizofrenia

O tratamento dos processos esquizofrênicos podem ficar reservados para o psiquiatra. Requer o emprego de medicamentos difíceis de empregar, tanto pela limitação dos seus efeitos como pela quantidade de reações adversas que podem provocar. Em geral, os sintomas psicóticos antes citados, correspondem a dois grandes grupos:
- Sintomas "positivos", ou produtivos. Refere-se a condutas ou modos de pensamento que aparecem na crise psicótica, em forma auditiva (novas condutas se somam às existentes). São os delírios e as alucinações, fundamentalmente. Neste caso, a palavra “positivo” não tem conotações favoráveis; significa simplesmente que “algo se soma ou se acrescenta”, e esse “algo” (delírios, alucinações) não é, em absoluto, nada bom.
- Sintomas "negativos", ou próprios da deterioração:  diminuição das capacidades com o aparecimento de sinais de fraqueza e debilidade. Distúrbios psíquicos, perda de ânimo afetivo, dificuldade nas relações interpessoais, incapacidade para trabalhar, etc. São ao principais sintomas negativos.
Pois bem, os tratamentos básicos antipsicóticos  podem atuar mais ou menos sobre os “sintomas positivos”. Mas não temos nada que atue de forma brilhante sobre os “negativos”. Somente o emprego de alguns neurolépticos concretos ou de antidepressivos, a doses baixas, pode ser de alguma ajuda. Seu manejo exige muitíssimo cuidado, pois podem reativar uma fase aguda da esquizofrenia. ***O eletrochoque se reserva para os casos de baixa resposta aos neurolépticos, ou para quadros muito desorganizados com riscos físicos para o paciente (condutas auto-agressivas, por exemplo). Sua utilidade é na fase ativa, e somente para os sintomas “positivos”.
Fonte consultada:
- American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP)
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A síndrome de Rett é uma doença neurológica que afeta principalmente o sexo feminino (aproximadamente 1 em cada 10.000 a 15.000 meninas nascidas vivas), em todos os grupos étnicos.

Clinicamente é caracterizada pela perda progressiva das funções neurológicas e motoras após um período de desenvolvimento aparentemente normal, que vai de 6 a 18 meses de idade. Após esta idade, as habilidades adquiridas (como fala, capacidade de andar e uso intencional das mãos) são perdidas gradativamente e surgem as estereotipias manuais (movimentos repetitivos e involuntários das mãos), que é característica marcante da doença.

Histórico.
Em 1954, o pediatra austríaco Andreas Rett (1924-1997) observou, na sala de espera de seu consultório, duas pacientes sentadas lado a lado, que apresentavam sintomas bem parecidos. Revisando os prontuários de seu consultório, verificou que havia mais seis meninas semelhantes àquelas. Isto despertou nele o interesse em estudar aquela doença neurológica e ele deu início à procura por pacientes que apresentavam sintomas semelhantes.

Em 1966, Dr. Rett publicou os resultados de seu estudo inicial sobre esta "nova" doença e nos anos seguintes novos artigos sobre o assunto. Entretanto, seu trabalho teve pouca repercussão, uma vez que seus artigos foram publicados em revistas científicas em alemão.

Paralelamente, a partir da década de 60, o médico sueco Dr. Bengt Hagberg ( nasc. 1923) iniciou um estudo sobre suas pacientes que apresentavam sintomas semelhantes aos descritos pelo Dr. Rett. Embora seus estudos estivessem sendo realizados de forma independente, estes dois médicos haviam relatado a mesma doença e, em 1983, o Dr. Hagberg publicou o primeiro trabalho científico em inglês sobre esta doença e a chamou de síndrome de Rett. A partir deste momento, a comunidade científica de todo o mundo voltou suas atenções para a síndrome de Rett, na tentativa de determinar sua causa.

Sintomas.
O diagnóstico da síndrome de Rett é baseado na avaliação clínica da paciente e deve ser feito por um profissional habilitado para tal, como neurologistas e pediatras.

Este diagnóstico é feito com base nos critérios diagnósticos estabelecidos, que consistem em:

Critérios necessários (presentes em todas as pacientes).
desenvolvimento pré-natal (antes do nascimento) e perinatal (pouco tempo depois de nascer) aparentemente normal;
desenvolvimento psicomotor normal até os 6 meses de idade;
perímetro cefálico (circunferência da cabeça) normal ao nascimento;
desaceleração do perímetro cefálico após 6 meses de idade;
perda do uso propositado das mãos;
movimentos manuais estereotipados (torcer, apertar, agitar, esfregar, bater palmas, "lavar as mãos" ou levá-las à boca);
afastamento do convívio social, perda de palavras aprendidas, prejuízos na compreensão, raciocínio e comunicação.
Critérios de suporte (presentes em algumas pacientes):
distúrbios respiratórios em vigília (hiperventilação, apneia, expulsão forçada de ar e saliva, aerofagia);
bruxismo (ranger os dentes);
distúrbios do sono;
tônus muscular anormal;
distúrbios vasomotores periféricos (pés e mãos frios ou cianóticos);
cifose/escoliose progressiva;
retardo no crescimento;
pés e mãos pequenos e finos.
Critérios de exclusão (ausentes nas pacientes):
órgãos aumentados (organomegalia) ou outro sinal de doenças de depósito;
retinopatia, atrofia óptica e catarata;
evidência de dano cerebral antes ou após o nascimento;
presença de doença metabólica ou outra doença neurológica progressiva;
doença neurológica resultante de infecção grave ou trauma craniano.
Evolução clínica.
De acordo com a evolução e sintomas, a síndrome de Rett é classificada em duas formas:

clássica;
atípica.
Na forma clássica, o quadro clínico evolui em quatro estágios definidos:

Estágio 1 - de 6 a 18 meses de idade.
ocorre desaceleração do perímetro cefálico (reflexo do prejuízo no desenvolvimento do sistema nervoso central);
alteração do tônus muscular (às vezes parece "molinha");
a criança interage pouco (muitas são descritas como crianças "calmas") e perde o interesse por brinquedos.
Neste estágio, os primeiros sintomas da doença estão surgindo, mas muitas vezes nem são percebidos pelos pais (especialmente se são "marinheiros de primeira viagem") ou pelos médicos (muitos deles desconhecem a síndrome de Rett).

Estágio 2 - de 2 a 4 anos de idade.
ocorre regressão do desenvolvimento;
inicia-se a perda da fala e do uso intencional das mãos, que é substituído pelas esteretipias manuais;
ocorrem também distúrbios respiratórios, distúrbios do sono (acordam à noite com ataques de risos ou gritos);
manifestações de comportamento autístico.
Estágio 3 - de 4 a 10 anos de idade.
a regressão é severa neste estágio e os problemas motores, crises convulsivas e escoliose são sintomas marcantes.
há melhora no que diz respeito à interação social e comunicação (o contato visual melhora), elas tornam-se mais tranquilas e as características autísticas diminuem.
Estágio 4 - a partir dos 10 anos de idade.
caracterizado pela redução da mobilidade, neste estágio muitas pacientes perdem completamente a capacidade de andar (estágio 4-A), embora algumas nunca tenham adquirido esta habilidade (estágio 4-B);
escoliose, rigidez muscular e distúrbios vasomotores periféricos são sintomas marcantes;
os movimentos manuais involuntários diminuem em frequência e intensidade;
a puberdade ocorre na época esperada na maioria das meninas.
Nas formas atípicas, nem todos os sintomas estão presentes e os estágios clínicos podem surgir em idade bem diferente da esperada.

Algumas doenças neurológicas compartilham sintomas com a síndrome de Rett e isto pode dificultar o diagnóstico clínico especialmente nos primeiros estágios da forma clássica (ou no caso de formas atípicas). Quando os primeiros sintomas da síndrome de Rett estão surgindo, muitas pacientes são diagnosticadas de forma equivocada como autistas, por exemplo. É importante que os profissionais de saúde estejam atualizados e conheçam sobre a síndrome de Rett para que sejam capazes de realizar o diagnóstico diferencial. Uma vez que o diagnóstico precoce facilita o estabelecimento de uma estratégia terapêutica adequada, a INFORMAÇÃO É FUNDAMENTAL.

Embora ainda não tenha sido descoberta a cura da síndrome de Rett, as pacientes que são acompanhadas de forma adequada podem ter uma vida melhor e mais feliz. E TAMBÉM VALE LEMBRAR: a síndrome de Rett não restringe a expectativa de vida das pacientes.

Causa.
Como falamos no título "Histórico da síndrome de Rett", após a década de 80 foi iniciada a busca pela causa da síndrome de Rett. Várias hipóteses foram propostas para explicar a doença, mas quando vários casos familiares (dentro da mesma família) foram relatados, ficou claro que a doença tinha uma causa genética.

Na década de 90, os pesquisadores estiveram empenhados em descobrir então qual era o gene (um ou vários?) e, no ano de 1999, a equipe chefiada pela Dra. Huda Zoghbi descobriu que a síndrome de Rett é causada por mutações (alterações) em um gene localizado no cromossomo X. Este gene, chamado MECP2 (do inglês methyl-CpG-binding protein 2) - e que nós pronunciamos "mec-pê-dois" - é um gene muito importante no controle do funcionamento de outros genes, desde o desenvolvimento embrionário. Ele codifica (produz) uma proteína (chamada MeCP2) que controla a expressão de vários genes importantes para o desenvolvimento dos neurônios (ou seja, quando e onde estes genes são expressos) em todos os vertebrados. Fazendo uma analogia e simplificando (bastante), a MeCP2 funciona como um dimmer (aquele botão que regula a intensidade da luz) e então podemos explicar a causa da síndrome de Rett da seguinte forma: nas pacientes afetadas pela síndrome de Rett, a MeCP2 não é capaz de funcionar corretamente e todo o desenvolvimento dos neurônios do embrião fica comprometido.

É importante lembrar que mutações no DNA ocorrem em todas as nossa células, ao longo de nossas vidas, todos os dias, sem que possamos saber ou controlar. Portanto, os pais e mães de pacientes afetadas pela síndrome de Rett, assim como pais de pacientes afetados por qualquer doença de origem genética, JAMAIS DEVEM SE SENTIR CULPADOS.

Uma ponta de grande esperança.
Em 23 de fevereiro de 2007 foi publicado um artigo considerado um dos marcos recentes na pesquisa sobre a síndrome de Rett. O artigo relata os resultados da pesquisa chefiada pelo Dr. Adrian Bird, que demonstrou que os sintomas da síndrome de Rett são reversíveis em camundongos. O trabalho consistiu, resumidamente, no uso de uma linhagem de camundongos geneticamente modificada, que teve um trecho de DNA introduzido na região do gene MECP2, o qual teve sua expressão bloqueada, e por consequência os animais apresentavam sintomas da síndrome de Rett. A remoção deste trecho de DNA foi induzida quando os animais receberam injeções de uma droga chamada tamoxifeno e após algumas semanas eles deixaram de apresentar os sintomas.

Estes resultados causaram grande furor entre os pais de pacientes, pois muitos pensaram que havia sido descoberta uma droga para curar a doença. Na verdade, o tamoxifeno fez parte do protocolo experimental do estudo e não é uma cura.

Assim, o que este trabalho evidenciou foi a reversibilidade dos sintomas da doença em modelos animais. Este foi um estudo preliminar e por isso requer aprofundamento. Até chegar às pesquisas com pacientes será uma longa caminhada. Apesar disso, os resultados obtidos pelo grupo de pesquisa indicam que há uma esperança para o desenvolvimento de terapias que possam restabelecer algumas das habilidades das pacientes e, talvez, levar à cura da síndrome de Rett.

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FOTO (http://consenfmh.blogspot.com.br/2013/04/sindrome-de-asperger-uma-forma-de.html)
 
 
A síndrome de Asperger é um tipo de autismo(http://pt.wikipedia.org/wiki/Autismo),
 
mas sem nenhum atraso ou retardo no desenvolvimento e da linguagem. Quando adultos, os portadores podem
 
viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome.
 
Alguns sintomas desta síndrome são:

-Interesses específicos ou preocupações com um tema, em detrimento de outras atividades; 
 
-Peculiaridades na fala e na linguagem;
 
-Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
 
-Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interação interpessoal;
 
-Problemas com comunicação;

-Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
 

As características mais comuns e importantes podem ser divididas em várias categorias amplas: as dificuldades sociais, os interesses específicos e intensos, e peculiaridades na fala ena linguagem. A principal característica é a dificuldade com o convívio social. Os não-autistas são capazes de captar informação sobre os estados emocionais de outras pessoas pela expressão facial, linguagem corporal, humor e ironia. Já os portadores de Asperger não têmessa capacidade, o que é às vezes chamado de "cegueira emocional".

As pessoas com Asperger não têm a habilidade natural de enxergar a comunicação implícita da interação social, e podem não ter capacidade de expressar seu próprio estado

emocional, resultando em observações e comentários que podem soar ofensivos apesar de bem-intencionados, ou na impossibilidade de identificar o que é socialmente "aceitável".
 
As regras informais do convívio social que angustiam os portadores de Asperger são descritas como "o currículo oculto"

 Os Aspergers precisam aprender estas aptidões sociais

intelectualmente de maneira clara, seca, lógica como matemática, em vez de intuitivamente

por meio da interação emocional normal.

Este fenômeno também é considerado uma carência de teoria da mente. Sem isso, os

indivíduos com Asperger não conseguem reconhecer nem entender os pensamentos e

sentimentos dos demais. Desprovidos dessa informação intuitiva, não podem interpretar nem

compreender os desejos ou intenções dos outros e, portanto, são incapazes de prever o que se

pode esperar dos demais ou o que estes podem esperar deles. Isso geralmente leva a

comportamentos impróprios e anti-sociais:

•
Dificuldade em compreender as mensagens transmitidas por meio da linguagem

corporal
: Aspergers geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não

conseguem "ler" os olhos das outras pessoas.

•
Interpretar as palavras sempre em sentido literal: Aspergers têm dificuldade em

identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

•
Ser considerado grosso, rude e ofensivo: propensos a comportamento

egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alerta de que seu

comportamento é inadequado à situação social.

•
Honestidade e ludibrio: Aspergers são geralmente considerados “honestos

demais”, “inocentes” ou “sem malícia” e têm dificuldade em enganar ou mentir,

mesmo à custa de magoar alguém.

•
Aperceber-se de erros sociais: à medida que os Aspergers amadurecem e se

tornam cientes de sua "
cegueira emocional", começam a temer cometer novos

erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a

ponto de se tornar fobia.

•
Paranóia: por causa da "cegueira emocional", pessoas com Asperger têm

problemas para distinguir a diferença entre atitudes deliberadas ou casuais dos

outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.

•
Lidar com conflitos: ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a

inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez

que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

•
Consciência de magoar os outros: uma falta de empatia em geral leva a

comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

•
Consolar os outros: como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios,

pessoas com Aspergers têm pouca compreensão sobre como consolar alguém ou

fazê-los se sentirem melhor.

•
Reconhecer sinais de enfado: a incapacidade de entender os interesses alheios

pode levar Aspergers a serem incompreensivos ou desatentos. Na mão inversa,

pessoas com Asperger geralmente não percebem quando o interlocutor está

entediado ou desinteressado.

•
Introspecção e autoconsciência: indivíduo com Asperger têm dificuldade de

entender seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.

•
Vestimenta e higiene pessoal: pessoas com Asperger tendem a ser menos

afetadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado,

geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se

importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma

de se vestir e aos cuidados com a própria aparência.

•
Amor e rancor recíprocos: como Aspergers reagem mais pragmaticamente do

que emocionalmente, suas expressões de afeto e rancor são em geral curtas e

fracas.

•
Compreensão de embaraço e passo em falso: apesar do fato de pessoas com

Asperger terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são

incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.

•
Necessidade crítica: Aspergers sentem-se forçosamente compelidas a corrigir

erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade,

como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente

ofensivos.

•
Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais: como respondem

às interações sociais com a razão e não intuição, Aspergers tendem a processar

informações de relacionamentos muito mais lentamente do que o normal,

levando a pausas ou demoras desproporcionais e incômodas.

•
Exaustão: quando um indivíduo com Asperger começa a entender o processo de

abstração, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar

informações de outra maneira. Isto muito freqüentemente leva a exaustão

mental.

Portadores da Síndrome de Asperger pode ter problemas em compreender as emoções

alheias: as mensagens passadas pela expressão facial, olhares e gestual não surtem efeito. Eles

também podem ter dificuldades em demonstrar empatia. Assim, Aspergers podem parecer

egoístas, egocêntricos ou insensíveis. Na maioria dos casos, estas percepções são injustas

porque os portadores da síndrome são neurologicamente incapazes de entender os estados

emocionais das pessoas à sua volta. É evidente que pessoas com Asperger têm emoções! Mas a

natureza concreta dos laços emocionais que venham a ter pode parecer curiosa ou até ser uma

causa de preocupação para quem não compartilha da mesma perspectiva. O problema pode

ser exacerbado pelas respostas daqueles neurotípicos (não-autistas) que interagem com

portadores de Asperger. O aparente desapego emocional de um paciente Asperger pode

confundir e aborrecer uma pessoa neurotípica, que por sua vez pode reagir ilógica e

emocionalmente - reações que vários Aspergers especialmente não toleram. Isto pode gerar

um círculo vicioso e às vezes desequilibram particularmente famílias de pessoas Aspergers.

Pessoas com Asperger tipicamente tem um modo de falar altamente "
pedante", usando

um registro formal muitas vezes impróprio para o contexto. Uma criança de cinco anos de idade

com essa condição pode falar regularmente como se desse uma palestra universitária,

especialmente quando discorrer sobre seus assuntos de interesse.

Crianças com Asperger podem demonstrar aptidão avançadas demais para sua idade em

relação à fala, leitura, matemática, noções de espaço ou música, às vezes no nível de

"superdotados", mas estes talentos são contrabalançados por retardamentos consideráveis no

desenvolvimento de outras funções cognitivas.

A Síndrome de Asperger na criança pode se desenvolver como um nível de foco intenso

e obsessivo em assuntos de interesse. Algumas vezes, os interesses são vitalícios; em outros

casos, vão mudando a intervalos imprevisíveis. Em qualquer caso, são normalmente um ou dois

interesses de cada vez.

Ao perseguir estes interesses, portadores de Aspergers freqüentemente manifestam

argumentação extremamente sofisticada, um foco quase obsessivo e uma memória

impressionantemente boa para dados. Na escola, podem ser considerados inaptos ou

superdotados altamente inteligentes, claramente capazes de superar seus colegas em seu

campo do interesse, e ainda assim constantemente desmotivados para fazer deveres de casa

comuns (às vezes até mesmo em suas próprias áreas de interesse).



 
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About Me

O Grupo Qualidade Vida, que atua na Unidade Básica de Saúde do bairro Jardim Maria Luiza, em Araraquara, está completando um ano de ações complementares no tratamento em saúde mental.

As ações terapêuticas desenvolvidas com pacientes em tratamento de depressão, ansiedade, álcool e outras drogas, além de distúrbios de comportamento e emoções, são desenvolvidas às quartas-feiras, no período da tarde.

São palestras com especialistas sobre o assunto que têm participação de estagiários do curso de Medicina da Uniara e de funcionários da UBS.

Após as palestras, os membros dão seus depoimentos no formato dos grupos Anônimos.

O Grupo Qualidade de Vida é inspirado em trabalho desenvolvido nos mesmos moldes há cerca de 11 anos na cidade de São Paulo. O médico de família e psiquiatra, Luís Eduardo Petlik, que é coordenador e fundador do grupo, falou ao programa Voz da Cidade sobre os objetivos das ações.

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